terça-feira, 23 de dezembro de 2008

DOMINGO TEM BAFAFÁ PRÓ-ROCK NA PRAÇA DA REPÚBLICA

O evento começa a partir do meio-dia no anfiteatro da Praça da República, tem entrada franca e vai reunir as seguintes bandas:

Baby Loyds
Jolly Joker
Dharma Burns
Jacaré Blues
Resistência Suburbana
Legítima Defesa
Associação de Percussionistas do Pará / Amazônia

# NOVA TIRAGEM
– Marisa Brito manda avisar que quem ainda não tem o CD “Revirando o sótão”, da banda A Euterpia, pra correr lá no Ná Figueredo e comprar uma cópia da segunda tiragem do disco. Segundo o empresário Ná Figueredo, A Euterpia foi a primeira banda que lançou CD pelo selo Ná Music e que chegou a esgotar uma tiragem em vendas.

# SOUVENIR
– Está previsto para o mês de março o lançamento do aguardado segundo disco do Suzana Flag. Segundo o co-produtor do disco e guitarrista da banda, Nicolau Amador, o álbum “Souvenir” virá com um som agressivamente diferente e que deve apresentar ao público uma nova banda. O disco produzido por Joel Melo, deverá ter 12 faixas incluindo a já conhecida “3D” e a inédita “Santa Fé” que, ainda segundo Nicolau, é a faixa que mais se aproxima do trabalho feito no disco anterior, “Fanzine”.

# COMPLETA – Desembarcam nesta quarta (24), no Aeroporto Internacional de Belém, Ícaro Suzuki e Sammliz Lage respectivamente baixo e vocal do Madame Saatan. O guitarrista Edinho Guerreiro e o baterista Ivan Vanzar já se encontram na cidade há alguns dias. Já com a banda completa, a Roquenrou Entretenimento se esforça para promover um show do Madame Saatan antes de 2009 começar. O show que rolaria na virada do dia 24 para o dia 25 está definitivamente cancelado.

# JINGLE HELL – O que não está cancelada é a tradicional festa de natal da Dançum Se Rasgum Produciones. A sexta edição do Jingle Hell acontece na Boate Mystical, na noite de natal, com as bandas Presidente Elvis e Mojo, e os DJs Aloizio Neto, Edyr Augusto, Felipe Proença e Meachuta. Os ingressos estão custando 15 pilas, mas quem for ao site da festa pode conseguir entrar por 10 mandando o seu nome para a lista amiga.

# PARABÉNS - A gente termina o post mandando um abraço ao Toninho Gaia, do Gaia na Gandaia, que completa idade nova nesta quarta (24).

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

MÚSICOS INDEPENDENTES SE UNEM EM FRENTE AMAZÔNICA

Músicos e produtores de três estados da Amazônia fundaram em Macapá,nos dias 5 e 6 de dezembro, o Fórum Amazônico de Música Independente(FAMI). Foi durante a programação do Quebramar, o primeiro festival independente do Amapá, que busca se inserir nas movimentaçõesnacionais do circuito independente.

Bandas paraenses, amapaenses e ocoletivo Tomarrock, de Roraima, estiveram presentes e decidiram, com apoio de coletivos do Acre, Amazonas e Rondônia, fundar o FAMI, que pretende trazer a Belém, durante o Fórum Social Mundial 2009, uma proposta de política de fomento diferenciada para a região Norte. De acordo com Otto Ramos, do coletivo Palafita, que organiza o Quebramar em Macapá, a decisão de unificar uma frente Norte, surgiu pela primeira vez no Congresso Fora do Eixo, organizado pelo festival Calango, em Cuiabá (MT). "Nossa articulação batia sempre na falta de integração com o pessoal que faz música independente no Pará, que tem grande visibilidade nacional, mas, até então, não estreitava relação com os demais estados amazônicos", disse Ramos.

Essa realidade começou a mudar com a terceira edição do Se Rasgum no Rock, que perdeu o "rock" no nome mas ganhou apoio da Associação PróRock e do Movimento Bafafá do Pará, numa articulação rara na cena paraense. Durante o festival, realizado em setembro deste ano, integrantes do movimento Bafafá Pro Rock, que também ajudaram a fundar o Fórum Paraense de Música Independente (FPMI), articularam com os integrantes do Palafita e com Pablo Capilé, diretor político da Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes), uma reunião no Varadouro (AC), único festival até então integrado ao circuito nacional através da Abrafin, que acontece também em setembro.

A reunião não aconteceu porque Nicolau Amador, presidente da Pro Rock e membro do FPMI, não conseguiu passagens para chegar até o Acre."Acabou acontecendo em Macapá. O Pará tem um papel importante nessa articulação porque é reconhecido nacionalmente como uma das cenas mais fortes e criativas do Brasil. Mas nos faltava organização. Todo mundo ficava esperando o Estado tomar iniciativas que não se concretizavam, e agora, a gente é que está forçando a barra para que as políticas públicas atendam realmente as nossas necessidades", explica Nicolau.

Depois do Quebramar, que enfrentou várias dificuldades, inclusive um boicote da Universidade Federal do Amapá, formou-se uma lista de discussão na internet e foram encaminhadas algumas ações. A mais importante delas é um encontro prévio de todas as lideranças dos movimentos nos estados amazônicos em Belém, antes do FSM. "Estamos dependendo do apoio dos estados, e do Governo do Pará, que tem apoiado as ações do FPMI. Resta saber se a gente consegue apoio para uma articulação regional, unificada", explica Nicolau.

Como as ações auto-gestionadas do FSM, encerraram-se em novembro, a reunião e consolidação do FAMI, deve ocorrer dentro da programação da Casa do Caboclo, uma grande tenda onde várias ações vão ocorrer, e da qual fazem parte o Movimento Bafafá Pro Rock, como integrante do FPMI.

O próximo Bafafá Pro Rock, está marcado para o dia 28 de dezembro, mas depende das articulações para trazerem os representantes dos estados da Amazônia a Belém.